sábado, 24 de junho de 2017

Olha aqui

Pedindo pra ser vista, quista.
Isso nada tem a ver com amor de alguém.
É aqui, falta de amor meu comigo,
falta de fechar tudo que abri,
e abrir tudo o que liga meu presente com o futuro.

Mas é duro o caminho
quando nem do portão eu passo.
A ideia não é voltar pro ninho,
é me abraçar com carinho, criar laço.

Lindos os dias de sol.

A alvura da minha pele entrega:
só vejo a fluorescência do escritório.
Tem dias que nem como,
na esperança de não misturar coisa boa
com energia ruim.

Os banhos passaram de relaxantes
pra desfedorantes.
A toalha virou lenço,
o travesseiro virou pia.
Meus olhos uma cachoeira,
e na minha cabeça esse tanto de asneira.

Rimo aqui, rimo lá...
Mas nessa (tentativa de) métrica,
a única coisa que se encaixa
é que sei lá.

Um comentário:

Nicoly Pinto de Oliveira disse...

No caos e completa falta de métrica de tudo que há na vida, o que não é "sei lá"? Fica difícil dizer... Mas como você mesma escreveu: "Todo mundo tem poesia nuszói" e isso ajuda em tudo. Doído, mas lindo, End!