segunda-feira, 5 de março de 2012

A mão que enlaça e abraça,
mais quente que o ferro no sol,
se encaixa na parte do corpo que é magra,
enquanto a outra afaga o curto cabelo moreno,
molhado pelo suor do cômodo abafado e pequeno.
Essa noite serviu pra se pensar! Se concluir. Se divertir. Se reavaliar.

Mas porque, excepcionalmente, essa noite, eu não consegui escrever?

domingo, 4 de março de 2012

Vidro das lamentações.

Porque as pessoas são tão difíceis?

Tem coisa que eu já poderia ter evitado com uma simples verdade dolorosa na cara, mas eu senti medo da reação da outra pessoa e aveludei a história.

Devia existir um manual, ou uma cartilha, que explicasse ao mundo que a verdade é essencial, que é preferível sofrer (ou sei lá) com uma verdade doída e humilhante do que com uma mentira doce e macia.

Já menti muito nessa vida, manipulei, omiti pra ser a santa e sair por baixo liiiinda na história (bem Maria do Bairro). Isso é fato. Mas as pessoas tem mentido (principalmente omitido) tanta coisa pra mim nesses últimos tempos, que eu tenho me sentido uma pessoa de vidro (ou cristal, que é mais chique)... ninguém pode chegar perto sem me lamentar pela minha situação (que eu ainda não sei quão miserável é pra ser tratada assim) porque eu sou de vidro! Preservem esse vidrinho!

Poxa, eu já tô velha nisso! Já estive em vários lados da mesma história. Mas agora, eu sei que já estou no lado dos 'de boa'. Não dos conformados (que seria muito conveniente), mas do que não estão esperando nem procurando nada, e que estão felizes, muito bem com o que tem!

Não sei o motivo desse texto (nem o porque eu continuo tentando escrever todos os outros), só sei que não quero mais ser a coitada disso. Quero ser Paola Bracho, na minha, dizendo: A honra é uma coisa muito elástica e convencional, queridinha! (viva Paola Bracho e minhas piadas sem graça)


Beijão pra quem leu!
ela chegou e ele saiu.
não sei se foi falta de educação,
ou se ela pesava o ar.

mas ele saiu.
ela se esqueceu várias vezes que ele lá estivera,
até quando ele lá estava.

ela se sentiu mal,
foi a primeira vez que o coração não acelerou,
e que ninguém a olhou com pena.

mas ah, a pena!
essa a acompanha em todos os caminhos,
mesmo ela não merecendo mais esse sentimento maldito.

pena de que?
a vida tem altos e baixos e o tempo (aquele grande amigo),
que cura qualquer ferida.

até a ferida que ela achava ser enorme,
que ele entendia e se redimia a cada segundo,
já foi fechada pelo tempo.
e daí que eu consegui?
sempre tem um cara,
aquele tipo figura,
que te faz lembrar do que já foi.

não faz falta?
não dói?
não posso mentir,
mas me deixa!

me deixa agir como minha mente pede,
não me entorpeça com mil palavras bêbadas,
eu estou conseguindo sozinha.
quer mais? eu já consegui.

agora tenho novos problemas,
mas problemas leves.
tenho o frio na barriga
e aquela amiga que de vez em quando dá uma flor que parece rosa.
eu quero fazer arte pra inspirar
pra poder mentir, pra poder foder.

eu quero ser artista pra analisar
pra poder mentir, pra fingir ser.

eu quero ser alguém que eu não entendi
pra poder mentir, pra poder esquecer.

eu quero ser eu mesma por que já sei o caminho
pra poder mentir, pra poder entender.

talvez eu só queira uma outra vida,
ou ser igual a quem não sente nada.
nem a pedra que do coração tira sangue,
nem saudade daquilo que já foi um dia,
nem raiva pelo tempo determinado pelo acaso.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mesmo não sendo nada, já é alguma coisa.