terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Para Kalu.

Peito pé mão e bunda.
A maldita bunda.
Que cega, que coça,
que aperta, que senta.

Oh bunda.
Que com um pé cega o peito,
que com a mão se aperta,
e no nosso coração senta.

Com cara de bunda expele,
mas só com ela, acende.
Benditas sejam as bundas,
moles, pequenas e vadias.


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Poema sobre bundas para você. Gosto delas e ainda mais dessa coisa loira e elétrica! À você, todas as poesias já feitas no mundo. Soh as relações conflituosas têm futuro, o nosso já está garantido.
Te amo, Kaluaná. (soou lésbico, mas quem se importa?)
Não tem mais lágrima,
nem fim do mundo.
Não tem amor,
nem o brilho intenso no meu olho.

Tem silêncio e apreensão,
medo dos nomes trocados,
da explicação,
de pegar nas mãos.

Já aconteceu d'eu amar,
me jogar de cara.
Durou um dia,
talvez dois.

As dores de cabeça,
os 'em cima do muro',
e a falta de coragem pra viver intensamente explicam,
que a amizade no peito pulsa.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pechinchando a vida.

Pra sair de casa devo sempre ter motivos.
Às vezes não saio, não costuro,
porque não tenho incentivo.

Ser artista é insuportável,
seja aquele de revista ou esse da imaginação,
porque a arte é imensurável.

Não existe forma de viver de arte
se você não está disposto a pechinchar a vida.
Mostrar que até seu ócio faz parte.

Se ninguém valorizar a obra,
ele morre de fome com a arte.
O estômago do artista também cobra.

Deviam ser revertidos o elogios em dinheiro,
'parabéns' e 'bela ideia' seriam as moedas,
incentivos e abraços tirariam do atoleiro.

Bendito aquele artista que banca suas ideias,
que tem amigos e família pra encher galerias,
e que faz da sua cabeça uma eterna odisseia.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Chega logo 2013.

E que me traga muita paz. Sorte nas tentativas de brilhar. Distância daquilo que me faz mal. Um amor que valha a pena confiar. Um corpo esbelto. Aquela câmera fotográfica. O ombro amigo. Um pacote infinito de lenços descartáveis. Coragem pra terminar esse enrosco. Alegria pra sumirem as rugas de sofrimento. Estomago pra vencer o estresse. Amor pra matar o tédio. Leveza pra matar a vingança. Saúde mental pra matar a crise. Voz pra dizer sim. Goela pra dizer chega. Dinheiro pra deixar o riso menos tenso. Tempo pra comer e amar. Saúde, amigos, pazes, perdoes, surpresas, presentes, alegria e, claro, inspiração!

domingo, 23 de dezembro de 2012

É tanta raiva reprimida,
tanta tristeza mal chorada,
tanto medo escondido,
que quando alguém se vinga
o gosto do veneno escorre pela minha boca.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Para aqueles que não são.

Se montou e foi viver o que imaginou.
Teve crises que não existiam,
se emocionou com o que não viu,
perdeu o que não tinha.

Saiu da armação pequena,
largou a calça jeans.
Queimou suas calcinhas,
fez das camisetas remendo.

A flanela lhe caiu bem,
menos o som que também te desagrada.
Gastou uma fortuna de saúde,
pra ser hoje esse nada.

Biscoito de vento,
Ctrl C, Ctrl V.
Te chamo de sombra,
de alguém que não se vê.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Quem Eu Amo Hoje.

Não me julgues louca ou insensível
Se o coração em mim não manda.
Calo minha boca ao falar de amor,
Suo as mãos ao pensar nessa solidão compartilhada,
Que não é triste nem vazia, não é como amor ou compaixão.
Se enquadra no amor de uma noite só,
Na história efêmera de amar enquanto deve.
Um amor fênix, onde o fogo é o álcool e as cinzas a ressaca.
Se conseguires entender o que se passa
Talvez meu semblante mude.
É duro ser culpada por não amar,

Quando sei que sou eu quem vive o amor!