sexta-feira, 28 de março de 2014

Pra que querer amar amor de poeta?


Sei que não parece poesia, que esses versos não tem rima,
mas hoje eu chorei sozinha pensando que minha prosa nada vale.
Amor não é mais moeda de troca,
não vale a pena o olho no olho,
o tempo 'desperdiçado' em dar e fazer amor.
Parece que tudo tem girado tão lento,
tão no escuro, desatento,
sem interesse no coração, em bombear palavras bonitas,
em espirrar flores, peidar perfume.
O amor promete ser sublime,
sublinha textos de paixão e some,
no primeiro vento do dia, ou da cachaça.
O amor de poeta parece possessivo,
mas posso ser julgada por querer quem eu amo
aqui perto de mim?
Mesmo babando, já em alfa, é amor.
E o amor, que sobe e desce morro,
pensa que dormir é dormir,
que morro é exercício, que crise é charme,
e que a espera pode se dar sentada.
Mal sabe ele que tenho ansiedade profunda pela chegada,
que cada hora é contada, entre cantos e cantorias,
prezo pela alegria da espera enamorada.
Ai, o amor parece que não sabe de nada.

2 comentários:

Luciana Arruda disse...

O amor sabe de tudo
O amor é o que se sente
E não a falta dele
Não há problema nenhum em querer perto
Em poetizar a vida e dar o nome de amor
Mas dor não é amor
Quando machuca é falta dele
O amor não se esquece, é!
Quando esquece já não era, nunca foi!
Não sei quem te machucou
O amor que não foi
Foram as palavras
talvez a ausência delas
Foi a promessa?
Ou a falta dela?
Foi o querer?
Ou a falta dele?
Foi o livre arbítrio.
O amor possessivo dos poetas é reciprocidade forçada
O excesso de querer tem o amor
Doeu? Leva pra casa que é teu!
Quando doer, o amor próprio faz tudo entender.



Luciana Arruda disse...

O amor sabe de tudo
O amor é o que se sente
E não a falta dele
Não há problema nenhum em querer perto
Em poetizar a vida e dar o nome de amor
Mas dor não é amor
Quando machuca é falta dele
O amor não se esquece, é!
Quando esquece já não era, nunca foi!
Não sei quem te machucou
O amor que não foi
Foram as palavras
talvez a ausência delas
Foi a promessa?
Ou a falta dela?
Foi o querer?
Ou a falta dele?
Foi o livre arbítrio.
O amor possessivo dos poetas é reciprocidade forçada
O excesso de querer tem o amor
Doeu? Leva pra casa que é teu!
Quando doer, o amor próprio faz tudo entender.