sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

CIDADE VII

Noite com cara de despedida e eu, chorosa, vendo as gotinhas do nascer do dia caírem sobre tudo.
A madeira, arquiteturalmente projetada pra ser feliz, encaixa o tronco pra ver o céu.

Dali, vejo o topo de um prédio que um pintor disse dar medo,
a esperança, verde de fome, da lanchonete aberta,
e os pássaros, ainda solitários, abrindo espaço para o sol
nas nuvens.

Um dia justo até pra combinação sol e água:
equilibrada e democraticamente,
vieram dois arco íris.
O primeiro a estatelar as 7 cores,
nascia da torre sem sino da igreja azul.
O outro, que cobria a maior parte do céu,
coroava o morro mais alto da serra.

Só as transições causam esse impacto.
De fase, de dia, de clima, de estação, de cidade.

Sinto o cheiro nostálgico desse lugar
em que eu ainda estou.

Um comentário:

Rayssa Morinigo disse...

Que lindo, End! =D
Nostalgia....