terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Não é a hora.

Desesperança, monotonia.
tic tac, tic tac, tic tac,
tempo que corre contra o vento,
tic tac, tic tac, tic tac.

Menino moço,
de coração apertado,
piiiiuííííí,
acelerou o passo.

Confundiu o caminho de aço
com a cama do descanso eterno.
Mergulhou.

Brincalhão,
o trem parou em outra estação,
entre vida e morte,
entre trilhos e máquina.
Chic, chic, chic, chic.
Peplécpléc.

O fato lembra o menino que ainda há.
Há vida, há muito, há amor.
Há brilho, há sorte, há tempo.

Tic tac, tic tac, tic tac.
Cesse, descanse.
Não se intimide em pedir ajuda,
não se importe com o passo lento.

Ainda há vida!
Bem vindo de volta!

Um comentário:

Simone Lima disse...

Endiara, que lindo! Me fez lembrar de um amigo meu, que embarcou no trem da vida, mas não estava pronto...

Beijoo'o