segunda-feira, 22 de junho de 2015

Essa novela mexicana é MINHA vida? Desde quando? Porque?
Está feito. Só percebi agora mas, sim, é minha.
O gradissíssimo problema é que não me importo mais.
Viva, morta, vida, morte.
É tudo tão palpável, são saídas (tão) distintamente corajosas!
(insignificância)

Que não seja mais um fogo no cu da minha parte,
ou que o inferno terreno dure menos de um ano.

Há quanto tempo me sinto infeliz?
Há jeito de parar?
(insignificância)

Se disser que preciso focar na alegria,
te soco a cara e o peito.

Tô viva, e as contas chegam.
Tô viva e os abusos não param.
Tô viva e parece que vivo em terceira pessoa.
Tô viva e ver o mundo me deixando pra trás
enquanto eu sento nessa cama e escrevo,
e surto, e choro, e bebo,
é tirar de mim o resto do foguinho
que Galeano disse.

Incapacidade de ser feliz.
Incapacidade de ver alegria.
Incapacidade de receber felicidade.
Incapacidade de não oscilar.
Insignificância.

Poque, mundo, só viver é tão impuro?

à minha volta,
uma zona, uma batalha, uma gritaria.
no meu peito, muitas vezes,
a paz por poder ir embora,
sem choro, nem vela,
nem foto, nem lamento.
Insignificância.

Um comentário:

savinho theodoro disse...

Oh End colocar os significantes no papel quase sempre dá um alívio, mas se quiser dois ouvidos te escuto! Toda luz e tamo
aí! Abç forte!