Um pouco de preguiça da mentira.
Fingimento também é mentiroso,
e talvez pior do que tudo dito em 1ºs de abril.
Preguiça da arte forçada, pra chocar.
Quem choca é galinha, quem mente é humano.
Como disse um amigo meu,
corajoso é aquele que não sente medo em ser ele mesmo,
mas representa isso com a nudez.
Sinto ter que discordar.
Corajoso é aquele que é sincero com sua arte,
que não ultrapassa limites do outro,
e que choca, sem querer e sem estar despido,
com teu enorme falo cultural.
Arte, pra mim, dá pra fazer sentado,
sozinho no mato, de biquíni ou de calção.
Porque poeta é corajoso só de se dizer poeta,
nesse mundo de charlatão.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
sábado, 30 de março de 2013
DLX
Vazia, foi encher-se com o prazer do primeiro beijo,
misturando o gosto do homem com o gosto do que saiu de sua costela.
misturando o gosto do homem com o gosto do que saiu de sua costela.
A loucura veio quando acordou,
o choque com a realidade e o conformismo também.
Depois de lavar o corpo e adoçar a boca amarga,
pensou naquele que havia deixado.
"Não há musica que valha um amor,
não há amor que me tire a poesia."
E se só a foça me faz poetisa,
que Deus exista e me faça amar,
fazer amor, lágrima e poesia.
o choque com a realidade e o conformismo também.
Depois de lavar o corpo e adoçar a boca amarga,
pensou naquele que havia deixado.
"Não há musica que valha um amor,
não há amor que me tire a poesia."
E se só a foça me faz poetisa,
que Deus exista e me faça amar,
fazer amor, lágrima e poesia.
domingo, 17 de março de 2013
Amarga vida.
E a cabeça, que vivia limpa, se encheu do gosto ruim que é a amargura. Não se trata de infelicidade, só do desejo de não ficar mais sozinha, mesmo quando em multidão. Os olhos se enchem de água por pensar que o amigo mais proximo está infeliz e inseguro. É egoista pensar assim, mas também é egoista não pensar em nada.
O tempo resolve! Mas quanto tempo a gente tem? É incerto demais deixar tudo pro tempo curar. Os dias desse tempo são lentos, são pesados, nos deixam acumular lenços e mais lenços de lágrimas.
Maldito mundo paralelo que nunca vi! Nem a roça, nem o mato. Nem a margarida me renovou. Amarga. Adoça, vida.
O tempo resolve! Mas quanto tempo a gente tem? É incerto demais deixar tudo pro tempo curar. Os dias desse tempo são lentos, são pesados, nos deixam acumular lenços e mais lenços de lágrimas.
Maldito mundo paralelo que nunca vi! Nem a roça, nem o mato. Nem a margarida me renovou. Amarga. Adoça, vida.
Esse encosto não é meu.
Ê encosto danado!
Me fez deixar poesia de lado,
pra curar o mau olhado.
Nem pra me livrar o domingo,
que de santo só tem nome,
pra eu fumar um cachimbo.
Levou o fumo, trouxe o marimbondo,
que além de me judiar,
deixou um calombo.
Ê encosto maldito!
Faça da minha prosa uma praga,
pra que teu cavalo empine,
e tua roça seja queimada!
Me fez deixar poesia de lado,
pra curar o mau olhado.
Nem pra me livrar o domingo,
que de santo só tem nome,
pra eu fumar um cachimbo.
Levou o fumo, trouxe o marimbondo,
que além de me judiar,
deixou um calombo.
Ê encosto maldito!
Faça da minha prosa uma praga,
pra que teu cavalo empine,
e tua roça seja queimada!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Para Kalu.
Peito pé mão e bunda.
A maldita bunda.
Que cega, que coça,
que aperta, que senta.
Oh bunda.
Que com um pé cega o peito,
que com a mão se aperta,
e no nosso coração senta.
Com cara de bunda expele,
mas só com ela, acende.
Benditas sejam as bundas,
moles, pequenas e vadias.
---
Poema sobre bundas para você. Gosto delas e ainda mais dessa coisa loira e elétrica! À você, todas as poesias já feitas no mundo. Soh as relações conflituosas têm futuro, o nosso já está garantido.
A maldita bunda.
Que cega, que coça,
que aperta, que senta.
Oh bunda.
Que com um pé cega o peito,
que com a mão se aperta,
e no nosso coração senta.
Com cara de bunda expele,
mas só com ela, acende.
Benditas sejam as bundas,
moles, pequenas e vadias.
---
Poema sobre bundas para você. Gosto delas e ainda mais dessa coisa loira e elétrica! À você, todas as poesias já feitas no mundo. Soh as relações conflituosas têm futuro, o nosso já está garantido.
Te amo, Kaluaná. (soou lésbico, mas quem se importa?)
Não tem mais lágrima,
nem fim do mundo.
Não tem amor,
nem o brilho intenso no meu olho.
Tem silêncio e apreensão,
medo dos nomes trocados,
da explicação,
de pegar nas mãos.
Já aconteceu d'eu amar,
me jogar de cara.
Durou um dia,
talvez dois.
As dores de cabeça,
os 'em cima do muro',
e a falta de coragem pra viver intensamente explicam,
que a amizade no peito pulsa.
nem fim do mundo.
Não tem amor,
nem o brilho intenso no meu olho.
Tem silêncio e apreensão,
medo dos nomes trocados,
da explicação,
de pegar nas mãos.
Já aconteceu d'eu amar,
me jogar de cara.
Durou um dia,
talvez dois.
As dores de cabeça,
os 'em cima do muro',
e a falta de coragem pra viver intensamente explicam,
que a amizade no peito pulsa.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Pechinchando a vida.
Pra sair de casa devo sempre ter motivos.
Às vezes não saio, não costuro,
porque não tenho incentivo.
Ser artista é insuportável,
seja aquele de revista ou esse da imaginação,
porque a arte é imensurável.
Não existe forma de viver de arte
se você não está disposto a pechinchar a vida.
Mostrar que até seu ócio faz parte.
Se ninguém valorizar a obra,
ele morre de fome com a arte.
O estômago do artista também cobra.
Deviam ser revertidos o elogios em dinheiro,
'parabéns' e 'bela ideia' seriam as moedas,
incentivos e abraços tirariam do atoleiro.
Bendito aquele artista que banca suas ideias,
que tem amigos e família pra encher galerias,
e que faz da sua cabeça uma eterna odisseia.
Às vezes não saio, não costuro,
porque não tenho incentivo.
Ser artista é insuportável,
seja aquele de revista ou esse da imaginação,
porque a arte é imensurável.
Não existe forma de viver de arte
se você não está disposto a pechinchar a vida.
Mostrar que até seu ócio faz parte.
Se ninguém valorizar a obra,
ele morre de fome com a arte.
O estômago do artista também cobra.
Deviam ser revertidos o elogios em dinheiro,
'parabéns' e 'bela ideia' seriam as moedas,
incentivos e abraços tirariam do atoleiro.
Bendito aquele artista que banca suas ideias,
que tem amigos e família pra encher galerias,
e que faz da sua cabeça uma eterna odisseia.
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