segunda-feira, 15 de abril de 2013
Olhar Atento, Boca Calada.
É ela quem vai falar!
Fala o vento, as folhas e os pássaros.
Tem terra que virou barro.
Rio que virou areia, hoje é lama.
Tem gente que ficou bonita,
Pessoas que amei por cima da cama,
Até ver que minha paixão é pelo novo, não pela mama.
O antigo é o chato que reclama e se faz de entendido. Tenta guiar o caminho, a cada metro uma piada de destruição.
Atentos no caminho, homens!
Se não tiver silêncio, não tem vento, folha e pássaro.
Não tem bairro pobre e a realidade estampada, na cara, vomitada.
Pé no chão e "Casa Engraçada", que tinha teto e não tinha mais nada.
Não tem mãe e filho se cuidando, dando amor e se entendendo.
Se não houver boca calada, a vida passa.
Passa pelo olho que está fechado de tanto forçar pra manter a pose.
Eu gosto é de poesia,
Do café da manhã da Maria,
Que tem caneca de lata com café,
Manteiga do pão se passa com colher,
e alegria tem sempre mais na despensa.
É, é essa Maria que me tira da descrença:
"O olhar atento e a boca calada"
sábado, 13 de abril de 2013
Deu Saudade.
Quando eu me curava sozinha, sentia que as coisas iam e vinham leves, e que o amadurecimento era pura independência mental.
Hoje me sinto dependente, triste e sozinha. Estou cansada de gente entrando na minha vida e saindo junto com um furacão emocional. Perco a leveza assim que a encontro.
Andei em ruas erradas, agora me vejo dessa forma: vazia e produtiva, doida pra construir a beleza que é ter um relacionamento saudável, seguro e poético.
---
Deu saudade de quando eu tinha e sentia o amor.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Ex-Cadente.
"Sabe, tia, quando eu olhar uma estrela cadente, vou pedir pra ela fazer o 'bloco do caveira' nunca mais aparecer!"
Sábado foi um dia tão bom! Fiz duas amiguinhas e conheci um punhado de gente. No bate papo com as amigas, Maria Clara (7) e Sâmia (6), pude reviver uma sensação deliciosa, que misturou alegria extrema, com amor efêmero e esperança.
Alegria EXTREMA de ver duas crianças corajosas (elas já atravessam a rua!), que se divertem e contam a realidade triste (do ponto de vista de quem não passou por isso) com um sorriso muito sincero no rosto. O amor que eu senti foi tão puro e bonitinho, com tempo certo pra acabar, mas lindo.
Esperança. Na cabeça de uma doida que redescobriu a amizade de verdade, o que faltava era esperança. Sentir que sempre haverá alguém pra mim, independente do modo, existirão pessoas dispostas a dar a mão. Esperança essa que me fez escrever, sentir vontade de sair de casa e aceitar ajuda sim, mas de quem me quer bem. Afastar as desilusões e as escolhas erradas, que minha cabeça de doida fez pensar serem certas.
Tudo está escuro na minha cabeça, não tenho mais graça, nem gosto do que escrevo. Mas tem tudo dado tão certo, tudo indo tão bem. Talvez seja a reação normal de uma pessimista, que jogou em algum canto [e tá dificil de achar] o "não pensar" e calçou o "remoer" pra não ficar descalça. Decisão inconsciente, do fundo da cachola.
Estou tendo ideias que não consigo tirar de mim, elas não conseguem ir para o papel!
Acho que é nessa hora que eu devo me lembrar das menininhas, que são corajosas e otimistas. Que me trazem esperança, de certa forma.
Enfim, bom dia!
Sábado foi um dia tão bom! Fiz duas amiguinhas e conheci um punhado de gente. No bate papo com as amigas, Maria Clara (7) e Sâmia (6), pude reviver uma sensação deliciosa, que misturou alegria extrema, com amor efêmero e esperança.
Alegria EXTREMA de ver duas crianças corajosas (elas já atravessam a rua!), que se divertem e contam a realidade triste (do ponto de vista de quem não passou por isso) com um sorriso muito sincero no rosto. O amor que eu senti foi tão puro e bonitinho, com tempo certo pra acabar, mas lindo.
Esperança. Na cabeça de uma doida que redescobriu a amizade de verdade, o que faltava era esperança. Sentir que sempre haverá alguém pra mim, independente do modo, existirão pessoas dispostas a dar a mão. Esperança essa que me fez escrever, sentir vontade de sair de casa e aceitar ajuda sim, mas de quem me quer bem. Afastar as desilusões e as escolhas erradas, que minha cabeça de doida fez pensar serem certas.
Tudo está escuro na minha cabeça, não tenho mais graça, nem gosto do que escrevo. Mas tem tudo dado tão certo, tudo indo tão bem. Talvez seja a reação normal de uma pessimista, que jogou em algum canto [e tá dificil de achar] o "não pensar" e calçou o "remoer" pra não ficar descalça. Decisão inconsciente, do fundo da cachola.
Estou tendo ideias que não consigo tirar de mim, elas não conseguem ir para o papel!
Acho que é nessa hora que eu devo me lembrar das menininhas, que são corajosas e otimistas. Que me trazem esperança, de certa forma.
Enfim, bom dia!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Poesia sem mentira
Um pouco de preguiça da mentira.
Fingimento também é mentiroso,
e talvez pior do que tudo dito em 1ºs de abril.
Preguiça da arte forçada, pra chocar.
Quem choca é galinha, quem mente é humano.
Como disse um amigo meu,
corajoso é aquele que não sente medo em ser ele mesmo,
mas representa isso com a nudez.
Sinto ter que discordar.
Corajoso é aquele que é sincero com sua arte,
que não ultrapassa limites do outro,
e que choca, sem querer e sem estar despido,
com teu enorme falo cultural.
Arte, pra mim, dá pra fazer sentado,
sozinho no mato, de biquíni ou de calção.
Porque poeta é corajoso só de se dizer poeta,
nesse mundo de charlatão.
Fingimento também é mentiroso,
e talvez pior do que tudo dito em 1ºs de abril.
Preguiça da arte forçada, pra chocar.
Quem choca é galinha, quem mente é humano.
Como disse um amigo meu,
corajoso é aquele que não sente medo em ser ele mesmo,
mas representa isso com a nudez.
Sinto ter que discordar.
Corajoso é aquele que é sincero com sua arte,
que não ultrapassa limites do outro,
e que choca, sem querer e sem estar despido,
com teu enorme falo cultural.
Arte, pra mim, dá pra fazer sentado,
sozinho no mato, de biquíni ou de calção.
Porque poeta é corajoso só de se dizer poeta,
nesse mundo de charlatão.
sábado, 30 de março de 2013
DLX
Vazia, foi encher-se com o prazer do primeiro beijo,
misturando o gosto do homem com o gosto do que saiu de sua costela.
misturando o gosto do homem com o gosto do que saiu de sua costela.
A loucura veio quando acordou,
o choque com a realidade e o conformismo também.
Depois de lavar o corpo e adoçar a boca amarga,
pensou naquele que havia deixado.
"Não há musica que valha um amor,
não há amor que me tire a poesia."
E se só a foça me faz poetisa,
que Deus exista e me faça amar,
fazer amor, lágrima e poesia.
o choque com a realidade e o conformismo também.
Depois de lavar o corpo e adoçar a boca amarga,
pensou naquele que havia deixado.
"Não há musica que valha um amor,
não há amor que me tire a poesia."
E se só a foça me faz poetisa,
que Deus exista e me faça amar,
fazer amor, lágrima e poesia.
domingo, 17 de março de 2013
Amarga vida.
E a cabeça, que vivia limpa, se encheu do gosto ruim que é a amargura. Não se trata de infelicidade, só do desejo de não ficar mais sozinha, mesmo quando em multidão. Os olhos se enchem de água por pensar que o amigo mais proximo está infeliz e inseguro. É egoista pensar assim, mas também é egoista não pensar em nada.
O tempo resolve! Mas quanto tempo a gente tem? É incerto demais deixar tudo pro tempo curar. Os dias desse tempo são lentos, são pesados, nos deixam acumular lenços e mais lenços de lágrimas.
Maldito mundo paralelo que nunca vi! Nem a roça, nem o mato. Nem a margarida me renovou. Amarga. Adoça, vida.
O tempo resolve! Mas quanto tempo a gente tem? É incerto demais deixar tudo pro tempo curar. Os dias desse tempo são lentos, são pesados, nos deixam acumular lenços e mais lenços de lágrimas.
Maldito mundo paralelo que nunca vi! Nem a roça, nem o mato. Nem a margarida me renovou. Amarga. Adoça, vida.
Esse encosto não é meu.
Ê encosto danado!
Me fez deixar poesia de lado,
pra curar o mau olhado.
Nem pra me livrar o domingo,
que de santo só tem nome,
pra eu fumar um cachimbo.
Levou o fumo, trouxe o marimbondo,
que além de me judiar,
deixou um calombo.
Ê encosto maldito!
Faça da minha prosa uma praga,
pra que teu cavalo empine,
e tua roça seja queimada!
Me fez deixar poesia de lado,
pra curar o mau olhado.
Nem pra me livrar o domingo,
que de santo só tem nome,
pra eu fumar um cachimbo.
Levou o fumo, trouxe o marimbondo,
que além de me judiar,
deixou um calombo.
Ê encosto maldito!
Faça da minha prosa uma praga,
pra que teu cavalo empine,
e tua roça seja queimada!
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