E o se sentir inútil chegou.
Agora na casa dos pais.
Tava demorando pra noite se tornar aquela tortura dentro de mim,
Onde as aflições do dia, do mundo, caem sobre meu coração,
E minha cabeça acelera, e eu me sinto o eixo da Terra.
Uma bosta isso.
Reclamar pra quem?
Todo mundo vai me achar mesquinha,
E isso é sim um sentimento egoísta,
Ridículo, vazio de razão.
Uma bosta de pensamento.
A vergonha de se sentir egocêntrica,
O cansaço de se sentir doida,
A pressão se sentindo abusada.
Questão de vida ou morte.
Tudo vira abismo, exagero,
Crise.
Crise.
Crise.
Palavra idiota
E de fácil apoio.
Aceito novas ideias pra taxar esse desconforto,
Qualquer palavra que não comece com cri,
Nem termine com se.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
A vida assim,
Criatividade estagnada.
Cri cri cri
Sem atividade.
Atividade nula.
Atividade imparcial
Atividade sem rumo
Atividade que não da futuro
Atividade que não relaxa
Atividade que não paga a J Fröes.
Cri cri cri
No momento que decidi ser adulta
Não coloquei os zeros dos juros
Nem planejei os honorários
Estagnei nisso que chamam de pesquisa
Dum assunto que pra mim é rotina.
Travei na inspiração do dia a dia,
Porque sempre que penso no dia,
Imagino o celular tocando:
- Endiara, temos mais um problema.
Cri cri cri
Cria. Criar.
Criar atividades.
Crio várias, desisto de todas.
Não da pra insistir quando existe dívida,
Quando existe falta de força, foco, ajuda.
As pessoas podem dividir o mesmo teto,
Mas nem sempre dividem a casa.
Cri cri cri
Existe o meu namorado, existe o meu gato,
Existe o meu celular, existe o meu quarto,
Existe o meu curso, existe o meu problema,
Existem os meus pais, existem meus amigos.
Cri.
Falta zelo. Falta amizade.
O pouco que tem precisa ser preservado,
Cultivado com mais amor, mais sinceridade.
Necessita de água, luz, carinho.
É preciso rir com,
Não rir de.
Não da pra fugir pros braços do amado enquanto o mundo cai.
Não da pra fingir que o mundo é redondo quando as peças são quadradas.
É questão de encaixe, de vontade, de malemolência.
Cri cri cri
Sem atividade.
Atividade nula.
Atividade imparcial
Atividade sem rumo
Atividade que não da futuro
Atividade que não relaxa
Atividade que não paga a J Fröes.
Cri cri cri
No momento que decidi ser adulta
Não coloquei os zeros dos juros
Nem planejei os honorários
Estagnei nisso que chamam de pesquisa
Dum assunto que pra mim é rotina.
Travei na inspiração do dia a dia,
Porque sempre que penso no dia,
Imagino o celular tocando:
- Endiara, temos mais um problema.
Cri cri cri
Cria. Criar.
Criar atividades.
Crio várias, desisto de todas.
Não da pra insistir quando existe dívida,
Quando existe falta de força, foco, ajuda.
As pessoas podem dividir o mesmo teto,
Mas nem sempre dividem a casa.
Cri cri cri
Existe o meu namorado, existe o meu gato,
Existe o meu celular, existe o meu quarto,
Existe o meu curso, existe o meu problema,
Existem os meus pais, existem meus amigos.
Cri.
Falta zelo. Falta amizade.
O pouco que tem precisa ser preservado,
Cultivado com mais amor, mais sinceridade.
Necessita de água, luz, carinho.
É preciso rir com,
Não rir de.
Não da pra fugir pros braços do amado enquanto o mundo cai.
Não da pra fingir que o mundo é redondo quando as peças são quadradas.
É questão de encaixe, de vontade, de malemolência.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Diria ser um encosto se não soubesse que é você
E sua energia densa, e sua poesia até bonita.
Diria ser minha grosseria se não soubesse que é você
E o que causa em mim vindo assim, "melhores amigos".
Diria ser má compreensão de ti se não soubesse que é você
E tudo que sei ler no que digitas, em como andas.
Diria que essas 10 horas de sono são depressão,
Se não soubesse que é tudo culpa do "ter que fazer demais".
Hoje eu sou exame, cama, sono, conta.
E sua energia densa, e sua poesia até bonita.
Diria ser minha grosseria se não soubesse que é você
E o que causa em mim vindo assim, "melhores amigos".
Diria ser má compreensão de ti se não soubesse que é você
E tudo que sei ler no que digitas, em como andas.
Diria que essas 10 horas de sono são depressão,
Se não soubesse que é tudo culpa do "ter que fazer demais".
Hoje eu sou exame, cama, sono, conta.
terça-feira, 31 de março de 2015
Desconforto temporal
Pra um vazio que nunca se preenche,
Existe a esperança de consertar a cabeça.
Passar vaselina na trava que impede o lúdico
De criar a vida ideal,
Com sonhos, metas, objetivos...
Pra ele se encher de carinho,
Me entrego paras as pequenas coisas,
Que hoje é a companhia do céu,
Dos felinos "candidatos à presidência",
Esse pedaço de papel, essa tela...
A energia que acabou de cair,
Me deixou desesperada, mas voltou.
Pra esse vazio se transbordar,
Eu dou meu suor febril,
Meu estresse sem rivotril,
As piadas do JC,
Os sorrisos e as "licenças",
Os obrigadas e os de nadas,
O meu coração,
Esse texto que não se assemelha a poesia,
Essa vida, que é minha, mesmo vazia.
Existe a esperança de consertar a cabeça.
Passar vaselina na trava que impede o lúdico
De criar a vida ideal,
Com sonhos, metas, objetivos...
Pra ele se encher de carinho,
Me entrego paras as pequenas coisas,
Que hoje é a companhia do céu,
Dos felinos "candidatos à presidência",
Esse pedaço de papel, essa tela...
A energia que acabou de cair,
Me deixou desesperada, mas voltou.
Pra esse vazio se transbordar,
Eu dou meu suor febril,
Meu estresse sem rivotril,
As piadas do JC,
Os sorrisos e as "licenças",
Os obrigadas e os de nadas,
O meu coração,
Esse texto que não se assemelha a poesia,
Essa vida, que é minha, mesmo vazia.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Atropelada de medo
Hoje acordei vazia, como se em sonho tivesse avisado que o dia seria sem cor.
Aproveitei pra pensar na crise de ontem, onde pela primeira vez eu desmaiei de medo.
Medo do só, medo do risco da companhia, medo de continuar assim, insegura.
Que surjam dias de paz. Pra que esse céu azul seja um dos motivos pra continuar a vida.
Aproveitei pra pensar na crise de ontem, onde pela primeira vez eu desmaiei de medo.
Medo do só, medo do risco da companhia, medo de continuar assim, insegura.
Que surjam dias de paz. Pra que esse céu azul seja um dos motivos pra continuar a vida.
terça-feira, 24 de março de 2015
ter que
o ser humano é engraçado
na vida não pode bastar
comer, dormir, "sexar",
"ociar", conversar, descansar,
v-i-v-e-r.
ter que ser, fazer, agir,
parecer ser.
não dá pra viver, simplesmente.
pegar o mundo e, pronto, toma.
dividir tudo, zelar tudo,
ser tudo.
não ter tudo.
eu sou o tudo do que é a Endiara,
mas me pego nos "ter que".
mas me perco nos "ter que".
acabo virando "quero",
acabo virando vida futura,
acabo sonhando com o dia da aposentadoria.
mas aposentar do que?
"ociar" onde?
- menina, tu tem que adiantar isso,
andar menos assim, falar com menos assado,
aceitar fiu-fiu, amolação, prazo,
cartela, tabela, e... bingo!
- menino, tu é novo,
tu tem que deixar a vida pra depois,
vá fazer seu pé de meia,
planejar, escrever, ABNTezar.
quando preguiça virou aversão?
conferi no dicionário,
vi que sou preguiçosa dessa vida.
ter que.
ser quem?
segunda-feira, 16 de março de 2015
Dizer que há muito é bobagem. Durante as crises eu só pensava no seu (antigo) bom senso e no seu carinho (foi quem me ensinou a abraçar com a alma). Há pouco tempo, tenho repensado em você.
Nesse segundo, sou toda "deslucidez", estou na loucura plena de quando digo que estou louca. Lembro de um hamburguer que fez pra mim naquela época (bigorna conflituosa), talvez seja uma saudade com fome, querendo comer tua presença (mas sem seu coração frio). Eu sentia sede, mas só tinha chá de arruda. Lembro do ovo, bacon, pitadinhas de amor e zero paciência. Comi, vomitei. Lembra? Parece mentira. Não é.
Hoje sou só lembrança (na loucura, quem não sai do hipocampo bom sujeito não é), aperto no peito, via dutra congestionada num coração tão pequeno. Há saudade, há dúvida. Há, ainda mais, dúvida sobre a saudade. De quem? De qual? Do que?
Não acho motivo pra sentir saudade, mas lembro de uma plenitude, completude da alma, dos corpos, da mente. Lembro de sentir o silêncio sem ferir ninguém. Lembro de ser triste, de ter a alma velha. Às vezes essa velha alma aparece, feito um encosto, e ela tem sua forma. Uai, será que, aqui, cá entre nós, me sinto melhor agora?
Você, que me ensinou poesia sem métrica, vai ser pra sempre um príncipe desencantado. O guerreiro covarde de todos os dias, que surge, ressurge, some. Como é bom te ver sumir, melhor ainda se assumisse... aí, quando eu pensasse naquilo, não pensaria em você.
Nesse segundo, sou toda "deslucidez", estou na loucura plena de quando digo que estou louca. Lembro de um hamburguer que fez pra mim naquela época (bigorna conflituosa), talvez seja uma saudade com fome, querendo comer tua presença (mas sem seu coração frio). Eu sentia sede, mas só tinha chá de arruda. Lembro do ovo, bacon, pitadinhas de amor e zero paciência. Comi, vomitei. Lembra? Parece mentira. Não é.
Hoje sou só lembrança (na loucura, quem não sai do hipocampo bom sujeito não é), aperto no peito, via dutra congestionada num coração tão pequeno. Há saudade, há dúvida. Há, ainda mais, dúvida sobre a saudade. De quem? De qual? Do que?
Não acho motivo pra sentir saudade, mas lembro de uma plenitude, completude da alma, dos corpos, da mente. Lembro de sentir o silêncio sem ferir ninguém. Lembro de ser triste, de ter a alma velha. Às vezes essa velha alma aparece, feito um encosto, e ela tem sua forma. Uai, será que, aqui, cá entre nós, me sinto melhor agora?
Você, que me ensinou poesia sem métrica, vai ser pra sempre um príncipe desencantado. O guerreiro covarde de todos os dias, que surge, ressurge, some. Como é bom te ver sumir, melhor ainda se assumisse... aí, quando eu pensasse naquilo, não pensaria em você.
Assinar:
Postagens (Atom)