feriado mais tenso da vida
tanta burocracia papelística
que me sobraram 5 reais,
onde faltam 15 pra, se der,
desendividar da biblioteca,
pra, durante a viagem,
ler e ler e ler -
criando mais 20 reais
na pendura -
e fichar.
O ovo? Tem.
Tem arroz, feijão.
Juro que vi um pedaço lindo de bacon -
um do 5º dia útil -
grudado no gelo do freezer.
Isqueiro, gira a válvula,
sem gás.
Não desisto.
Crio discussões sobre a vida,
as chaturas em papel A4,
as crises que eu crio em cima de crises
que eu mesma criei na última crise.
Crase. A CRASEADO,
À senhora
À senhorita,
À dona, pessoa apta a - pelo amor da Deusa - dizer um sim pra mim.
Assinar.
A viagem tá aí, ó.
- oi viagem.
E a tristeza dos últimos dias e a monotonia da espera -
o cotidiano fica mecânico quando se deseja um papel -
me fazem projetar,
fazer previsões,
ensaiar uma conversa sobre o bendito papel no espelho.
Me fazer deixar de ser.
Tô na escuta, comandante.
Esperando louca/mente que
seja positivo,
operante,
amém.
sábado, 5 de setembro de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
fui atrás.
não deu.
de novo. não deu.
mais uma vez.
e
não deu.
a paz parece fugir - de mim
parece rir - de mim
eu soluço, ela gargalha.
me desidrato, ela transborda
eu sou nada.
infelicidade sozinha.
abusada, reabusada, tribusada.
asas, pra onde?
precipício raso,
nem pra isso serve.
acho
a paz só chega com a morte.
mas ela foge.
não deu.
de novo. não deu.
mais uma vez.
e
não deu.
a paz parece fugir - de mim
parece rir - de mim
eu soluço, ela gargalha.
me desidrato, ela transborda
eu sou nada.
infelicidade sozinha.
abusada, reabusada, tribusada.
asas, pra onde?
precipício raso,
nem pra isso serve.
acho
a paz só chega com a morte.
mas ela foge.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
existência
existir é pouco.
o que é a carne,
o que é o corpo?
nas relações,
o que sou eu,
quem são vocês?
me vejo como um monte de merda cagada,
reproduzida, fofocada.
me vejo como um estorvo,
uma faladeira de sentimento meu,
e mau.
hoje é aniversário de uma alma que eu amo,
mas é aniversário de um dia que eu odeio.
então o que são os dias,
os significados,
a existência?
seria um apanhado de coisas, lembranças,
teorias, conflitos, opressões, blablazismos,
lágrima, solidão e vontade de partir?
que comece a contagem regressiva que eu sempre quis.
me faltava coragem. hoje sobra, junto com a bagagem.
o que é a carne,
o que é o corpo?
nas relações,
o que sou eu,
quem são vocês?
me vejo como um monte de merda cagada,
reproduzida, fofocada.
me vejo como um estorvo,
uma faladeira de sentimento meu,
e mau.
hoje é aniversário de uma alma que eu amo,
mas é aniversário de um dia que eu odeio.
então o que são os dias,
os significados,
a existência?
seria um apanhado de coisas, lembranças,
teorias, conflitos, opressões, blablazismos,
lágrima, solidão e vontade de partir?
que comece a contagem regressiva que eu sempre quis.
me faltava coragem. hoje sobra, junto com a bagagem.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Essa novela mexicana é MINHA vida? Desde quando? Porque?
Está feito. Só percebi agora mas, sim, é minha.
O gradissíssimo problema é que não me importo mais.
Viva, morta, vida, morte.
É tudo tão palpável, são saídas (tão) distintamente corajosas!
(insignificância)
Que não seja mais um fogo no cu da minha parte,
ou que o inferno terreno dure menos de um ano.
Há quanto tempo me sinto infeliz?
Há jeito de parar?
(insignificância)
Se disser que preciso focar na alegria,
te soco a cara e o peito.
Tô viva, e as contas chegam.
Tô viva e os abusos não param.
Tô viva e parece que vivo em terceira pessoa.
Tô viva e ver o mundo me deixando pra trás
enquanto eu sento nessa cama e escrevo,
e surto, e choro, e bebo,
é tirar de mim o resto do foguinho
que Galeano disse.
Incapacidade de ser feliz.
Incapacidade de ver alegria.
Incapacidade de receber felicidade.
Incapacidade de não oscilar.
Insignificância.
Poque, mundo, só viver é tão impuro?
à minha volta,
uma zona, uma batalha, uma gritaria.
no meu peito, muitas vezes,
a paz por poder ir embora,
sem choro, nem vela,
nem foto, nem lamento.
Insignificância.
Está feito. Só percebi agora mas, sim, é minha.
O gradissíssimo problema é que não me importo mais.
Viva, morta, vida, morte.
É tudo tão palpável, são saídas (tão) distintamente corajosas!
(insignificância)
Que não seja mais um fogo no cu da minha parte,
ou que o inferno terreno dure menos de um ano.
Há quanto tempo me sinto infeliz?
Há jeito de parar?
(insignificância)
Se disser que preciso focar na alegria,
te soco a cara e o peito.
Tô viva, e as contas chegam.
Tô viva e os abusos não param.
Tô viva e parece que vivo em terceira pessoa.
Tô viva e ver o mundo me deixando pra trás
enquanto eu sento nessa cama e escrevo,
e surto, e choro, e bebo,
é tirar de mim o resto do foguinho
que Galeano disse.
Incapacidade de ser feliz.
Incapacidade de ver alegria.
Incapacidade de receber felicidade.
Incapacidade de não oscilar.
Insignificância.
Poque, mundo, só viver é tão impuro?
à minha volta,
uma zona, uma batalha, uma gritaria.
no meu peito, muitas vezes,
a paz por poder ir embora,
sem choro, nem vela,
nem foto, nem lamento.
Insignificância.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Sinto que não superei sua partida,
a dos outros,
e a ideia latejante da minha.
Passo todo o tempo contando...
sejam histórias, horas,
vacilos. Conto, anoto, rasgo.
É como se nenhuma esperança
existisse.
Como se "pra quê fazer planos",
se a vida é só essa e a minha é só isso.
Tantas vírgulas na semana passada,
tanta dúvida e medo de por em prática.
"Não é possível que eu dê conta".
Meu coração já não é mais o mesmo.
Não cabe mais um,
nem mais angústia.
É mesmo uma bomba relógio,
um termômetro das coisas que me abalam.
Hoje ele acordou acelerado...
e eu, triste.
a dos outros,
e a ideia latejante da minha.
Passo todo o tempo contando...
sejam histórias, horas,
vacilos. Conto, anoto, rasgo.
É como se nenhuma esperança
existisse.
Como se "pra quê fazer planos",
se a vida é só essa e a minha é só isso.
Tantas vírgulas na semana passada,
tanta dúvida e medo de por em prática.
"Não é possível que eu dê conta".
Meu coração já não é mais o mesmo.
Não cabe mais um,
nem mais angústia.
É mesmo uma bomba relógio,
um termômetro das coisas que me abalam.
Hoje ele acordou acelerado...
e eu, triste.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Estou tremendo.
Antes fosse no sentido figurado.
Estou tremendo de medo dos zeros.
Estou com medo da voz de quem dará o veredicto.
Estou sofrendo por antecipação,
Estou perdendo o tempo dos abraços,
Carinho, chocolate, amor.
Estou adiantando a péssima sensação.
Não consigo dormir,
Não consigo aproveitar a geladeira
E despensa cheias.
Não consegui passear,
Jogar conversa fora.
Não consegui perder as olheiras,
As cultivei como filhas.
Não sei como acabar este.
É só um desabafo torto,
Cheio de medo e solidão.
Antes fosse no sentido figurado.
Estou tremendo de medo dos zeros.
Estou com medo da voz de quem dará o veredicto.
Estou sofrendo por antecipação,
Estou perdendo o tempo dos abraços,
Carinho, chocolate, amor.
Estou adiantando a péssima sensação.
Não consigo dormir,
Não consigo aproveitar a geladeira
E despensa cheias.
Não consegui passear,
Jogar conversa fora.
Não consegui perder as olheiras,
As cultivei como filhas.
Não sei como acabar este.
É só um desabafo torto,
Cheio de medo e solidão.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Crise silenciosa de hoje
E o se sentir inútil chegou.
Agora na casa dos pais.
Tava demorando pra noite se tornar aquela tortura dentro de mim,
Onde as aflições do dia, do mundo, caem sobre meu coração,
E minha cabeça acelera, e eu me sinto o eixo da Terra.
Uma bosta isso.
Reclamar pra quem?
Todo mundo vai me achar mesquinha,
E isso é sim um sentimento egoísta,
Ridículo, vazio de razão.
Uma bosta de pensamento.
A vergonha de se sentir egocêntrica,
O cansaço de se sentir doida,
A pressão se sentindo abusada.
Questão de vida ou morte.
Tudo vira abismo, exagero,
Crise.
Crise.
Crise.
Palavra idiota
E de fácil apoio.
Aceito novas ideias pra taxar esse desconforto,
Qualquer palavra que não comece com cri,
Nem termine com se.
Agora na casa dos pais.
Tava demorando pra noite se tornar aquela tortura dentro de mim,
Onde as aflições do dia, do mundo, caem sobre meu coração,
E minha cabeça acelera, e eu me sinto o eixo da Terra.
Uma bosta isso.
Reclamar pra quem?
Todo mundo vai me achar mesquinha,
E isso é sim um sentimento egoísta,
Ridículo, vazio de razão.
Uma bosta de pensamento.
A vergonha de se sentir egocêntrica,
O cansaço de se sentir doida,
A pressão se sentindo abusada.
Questão de vida ou morte.
Tudo vira abismo, exagero,
Crise.
Crise.
Crise.
Palavra idiota
E de fácil apoio.
Aceito novas ideias pra taxar esse desconforto,
Qualquer palavra que não comece com cri,
Nem termine com se.
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